Citado por testemunha do Caso Marielle, Vereador pede federalização da investigação

O vereador Marcello Siciliano (PHS) voltou a negar envolvimento na morte da colega do Psol, Marielle Franco, e seu motorista Anderson Gomes, há nove meses, e pediu a federalização da investigação do caso. Siciliano – que avalia se pedirá proteção policial para ele e para sua família – se disse bode expiatório no caso e afirmou que, com uma bala, os assassinos atingiram dois vereadores.

– Mataram uma vereadora e estão me matando junto – disse o parlamentar, em entrevista coletiva na manhã deste sábado.

Nesta sexta-feira, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) fizeram uma nova operação de busca e apreensão na casa do vereador, na Barra da Tijuca, e em seu gabinete, revela o Extra.

– Venho reiterar a federalização do caso. Ninguém mais do que eu quer a transparência desse caso – acrescentou o vereador.

De acordo com Carlos Lube, advogado de Marcello Siciliano, a defesa já está avaliando medidas jurídicas a serem tomadas após as buscas no apartamento do parlamentar. Ele disse, ainda, que desconhece qualquer relação da morte de Marielle com o suposto atentado ao deputado federal Marcelo Freixo.

O atentado contra Freixo, que estava sendo planejado por bandidos ligados a uma milícia da Zona Oeste, seria posto em prática neste sábado e quase não chega ao conhecimento do parlamentar. Tudo por causa de uma trapalhada no trâmite do documento da Secretaria de Segurança que continha os detalhes do plano. A confusão na circulação das informações chegou até a provocar uma situação inusitada: foi o próprio político que comunicou a existência do relatório ao general Richard Nunes, secretário de Segurança do Rio. Só após essa conversa, o militar determinou que a Polícia Civil investigasse o caso.

15/12/2018

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