Com verba menor, INSS diminuirá atendimentos em agências de todo o país

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estuda diminuir o atendimento nos postos de todo o país, o que afetará diretamente os segurados que dependem dos serviços. A medida, que está em estudo pelo órgão, de acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), foi a forma encontrada pelo governo para conseguir manter o funcionamento dos serviços prestados pelo INSS, com o corte de verbas que tem afetado diversos órgãos públicos.

— O governo aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que congela os gastos públicos por 20 anos e o reflexo disso já começou. Sem investimento, diversos órgãos receberão menos verba e, com o INSS, não será diferente — afirma o senador.

Se confirmado o plano de diminuir o atendimento nas agências, o órgão reduzirá as despesas de custeio e, segundo Paim, do lado mais negativo, dificultará o acesso dos segurados aos serviços, o que deve gerar mais economia com o menor pagamento de benefícios. Conforme uma fonte ligada à Secretaria de Previdência Social, os cortes no orçamento do órgão podem ficar entre 30 e 40%, o que causa preocupação nos bastidores do INSS.

Com o contingenciamento no atendimento, que já pode começar entre agosto e setembro, trabalhadores terão menor acesso aos benefícios. Ainda conforme revelou a fonte ao EXTRA, o fechamento de agências pode ser uma maneira de o INSS pressionar o governo no pedido de manutenção das verbas atuais, já que o presidente Michel Temer enfrenta momento de baixa popularidade.

Em abril, conforme mostrou o EXTRA, os segurados já enfrentavam dificuldades no acesso ao atendimento oferecido pelo órgão. No Rio, por exemplo, o tempo de espera para dar entrada no pedido de aposentadoria chegava a sete meses.

ORÇAMENTO

O corte de verbas, que deve atingir mais órgão públicos ao longo do ano, começou com o anúncio do governo de reduzir em 44% as verbas para a Polícia Federal. A medida, que afeta diretamente os serviços prestados pelo órgão, como a emissão de passaportes, pode suspender grandes operações de combate à corrupção, inclusive parte das investigações relacionadas à Operação Lava-Jato.

Com o corte no orçamento determinado pelo governo, a Polícia Federal não terá dinheiro para bancar, por exemplo, diárias de policiais e passagens aéreas em viagens pelo país, entre outras despesas essenciais nas grandes operações. O orçamento da Polícia Federal é sugerido pela própria instituição. Mas a reserva de recursos depende exclusivamente do governo.

10/07/2017

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