Família deixa cachorro em pet shop para banho e animal é entregue morto

“Entregamos um cachorro com saúde e recebemos um cadáver de volta”, disse dona

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Theodor estava com Patrícia há cinco anos (Foto: Arquivo Pessoal/Nathália Rong)

A morte de um cachorro deixou os moradores de Mogi das Cruzes, em São Paulo, comovidos e, também, revoltados. A família dona de um cão da raça Lhasa Apso, chamado Theodor, afirmou ao site G1 que deixou o animal em um pet shop da cidade para ele tomar banho e, horas depois, encontrou o animal morto.

A assessora parlamentar Patrícia Rodrigues Rong, dona de Theodor, disse ao G1 que levou o animal para o local por volta das 13h30 de segunda-feira (4). Três horas depois, seu marido foi buscar o cão, mas recebeu ele morto.

Ainda de acordo com Patrícia, a dona do estabelecimento afirmou que o animal se enforcou acidentalmente. “Nos disseram que a moça que estava dando banho deixou ele preso com uma corrente em cima da pia e saiu da sala por alguns instantes. E, nesse meio tempo, o cachorro teria caído da pia e ficado pendurado pela corrente no pescoço e foi nisso que ele se enforcou. O problema é que eles não chamaram nenhum veterinário”, reclama Patrícia.

A administração do pet shop não entrou em contato com a família para explicar o que tinha acontecido. “Nós tínhamos voltado de viagem e marcamos o pet shop às 13h30. Quando meu marido foi buscar às 16h30 entregaram o cachorro morto na mão dele. Nos entregaram o cachorro já com a pupila dilatada e rígido”.

O G1 esteve no pet shop na tarde de terça-feira (5), mas o estabelecimento estava fechado. O site também entrou em contato por telefone, mas ninguém foi encontrado para comentar o caso.

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Família lamenta morte de Theodor (Foto: Arquivo Pessoal/Nathália Rong)

Denúncia
Em conversa com o G1, Patrícia contou que chamou a Polícia Militar e foi orientada a ir ao 1º Distrito Policial. Na delegacia, porém, de acordo com a assessora, os policiais informaram que ela deveria encaminhar o corpo para necrópcia e só depois poderia registrar o caso.

O delegado Argentino Coqueiro disse ao G1 que o caso necessita de uma apuração específica da causa da morte, feita por um veterinário, por exemplo. “Esse laudo deve embasar a denúncia feita pela vítima. Ele deve mostrar a causa da morte do cachorro, se de fato foi enforcamento, se foi envenenamento. A partir disso, podemos providenciar as medidas legais se forem necessárias. A vítima pode procurar o 1º DP e registrar o boletim de ocorrência quando quiser”.

O corpo de Theodor foi levado para São Paulo, onde passará por uma necropsia. O procedimento vai custar R$ 650 aos donos do animal. Segundo a assessora parlamentar, o laudo deve levar de 20 a 30 dias para ficar pronto.

“O cachorro estava sempre com a gente, está sendo muito difícil para todos nós, principalmente para a minha filha. Eu chamava ele de neto e ele vinha correndo. Nós entregamos um cachorro com saúde para tomar um banho e recebemos um cadáver de volta”, lamenta. Theodor estava com a família há cinco anos.

G1

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