Morte de Marielle Franco, em março, segue sem explicações

A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco foi morta no dia 14 de março deste ano, junto com seu motorista, Anderson Gomes. Até hoje não se sabe quem matou a ativista e nem quem foram os mandantes do crime, apesar de o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ter dito que a investigação estava chegando ao fim em abril. Poucas horas antes do assassinato, Marielle, que foi a quinta vereadora mais votada nas eleições municipais de 2016, havia participado do evento ‘Jovens Negras Movendo Estruturas’, no centro do Rio.

Marielle era conhecida por seu embate contras as milícias no Estado do Rio de Janeiro e no dia seguinte à morte, o coordenador criminal do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, o procurador José Maria Panoeiro, disse que uma análise inicial apontava para o possível envolvimento de policiais ou agentes milicianos no crime. Já a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a abertura de um procedimento instrutório para federalizar as investigações., revela o Terra

Em julho, um ex-policial militar acusado de estar no carro do qual criminosos dispararam contra a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foi preso. Em agosto, O delegado e diretor da Divisão de Homicídios, Fábio Cardoso, afirmou que o assassinato “está envolvido com a atuação política” da vereadora. Em setembro, o general Richard Nunes, que chefia a intervenção federal no Rio, declarou que podia fechar o ano sem concluir o caso. Em novembro, Jugmann disse que  “existiria uma grande articulação envolvendo agentes públicos, milicianos e políticos” atuando para impedir a resolução do caso.

O  Conselho Nacional dos Direitos Humanos pediu proteção para a família de Marielle, que deixou mulher e uma filha. A viúva pediu proteção à Comissão Interamericana de Direitos Humanos  e também denunciou à ONU a falta de respostas. Já a irmã da vereadora apelou à Secretaria Estadual de Segurança do Rio por proteção após receber ameaças.

O assassinato gerou repercussão internacional. Deputados da União Europeia pediram fim de acordo com o Mercosul por causa do caso. Já a encarregada e direitos humanos e assistência humanitária no Ministério do Exterior alemão, Bärbel Kofler, pediu transparência nas investigações. A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu uma investigação “rápida e imparcial”, assim como a Anistia Internacional.

A vereadora também foi vítima de diversas acusações falsas após ser assassinada. Uma delas era de que ela teria sido casada com o traficante Marcinho VP, era usuária de drogas e teria sido eleita com apoio do Comando Vermelho. A mentira foi compartilhada inclusive pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF) e diversos vídeos difamatórios foram retirados do ar após decisão da Justiça, além de postagens no Facebook.

11/12/2018

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